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 A palidez de minha pele

Pede por marcas
Roxidões sempre agradaram

O meu templo ameno
Por minha pele fria
Sempre atraí almas sombrias

Acostumado a ser cura
Aos poucos fui esgotado
Sou poço seco
Para corpos desalmados

A minha beleza tornou-se
Vazia, como um mausoléu
Despi-me aos restos

O espaço abriu margens infinitas
Qual será o meu próximo acesso à toxicidade?
Terá responsabilidade? Ou apenas vaga
Complicidade? A pior atitude com a minha espiritualidade, o desmazelo,

Em um sexo sujo, atos impudicos sempre fomentam fervência, tudo gira em torno dos orgasmos, o gozar da vida ao nos ver tão expostos, por meras migalhas físicas...

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