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Mostrando postagens de outubro, 2021

T

Todos os vícios me carregam sou presa fácil do que me satisfaz se amo, amo tanto que chega dói se bebo, bebo até cair no banheiro do bar se compro uma balinha, nem chupo já vou logo triturando-a entre os dentes cigarro eu não fumo, mastigo numa tragada se não for pra comer todo o brigadeiro da panela eu nem faço. vivo de excessos quando me vem uma tristeza eu sempre morro.

A

 A palidez de minha pele Pede por marcas Roxidões sempre agradaram O meu templo ameno Por minha pele fria Sempre atraí almas sombrias Acostumado a ser cura Aos poucos fui esgotado Sou poço seco Para corpos desalmados A minha beleza tornou-se Vazia, como um mausoléu Despi-me aos restos O espaço abriu margens infinitas Qual será o meu próximo acesso à toxicidade? Terá responsabilidade? Ou apenas vaga Complicidade? A pior atitude com a minha espiritualidade, o desmazelo, Em um sexo sujo, atos impudicos sempre fomentam fervência, tudo gira em torno dos orgasmos, o gozar da vida ao nos ver tão expostos, por meras migalhas físicas...

N

Na vida ou se tem substitutos  Ou se tornará substituível é o ciclo das cousas Os maços, os tragos, os beijos Já nem me lembro o que é carícia, faltou malícia Maldita seja a inocência  Da esperança, ninguém tenta entender é mais fácil culpar Minhas ausências, É natural um confessionário Se irritar por nunca darem ouvidos aos seus pecados? Com quem o silêncio desabafa?  Vim apenas para escrever, sem se quer ter a chance de ser memorável no mundo físico? Nem as ideias me escutam mais A minha inteligência já não me serve de nada, obrigado, talvez me ache perdido, precisarei sair alguns meses com a negligência, Até mais, mundo maldito... Quando eu me lembrar, Escreverei mais sobre você...