N
Na vida ou se tem substitutos
Ou se tornará substituível
é o ciclo das cousas
Os maços, os tragos, os beijos
Já nem me lembro o que é carícia, faltou malícia
Maldita seja a inocência
Da esperança, ninguém tenta entender é mais fácil culpar
Minhas ausências,
É natural um confessionário
Se irritar por nunca darem ouvidos aos seus pecados?
Com quem o silêncio desabafa?
Vim apenas para escrever, sem se quer ter a chance de ser memorável no mundo físico?
Nem as ideias me escutam mais
A minha inteligência já não me serve de nada, obrigado, talvez me ache perdido, precisarei sair alguns meses com a negligência,
Até mais, mundo maldito...
Quando eu me lembrar,
Escreverei mais sobre você...
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